poema allo de péret revisitado

meu avião a arder nesta muralha de olhos de coral
meu precipício transtornado de papoilas loucas
minha onda pregada no céu pela mão da própria sombra
meu cobertor de espelhos ruivos
minha chuva de espuma preta
meu sepulcro rebentado
minha uva de turquesa
meu fruto colisão fantasmagórica
minha papila de míscaro
meu reflexo no teu reflexo gelado
perdido numa exposição de roupa branca
ainda rodeada por múmias
amo-te  ( hoje )

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