poesia para uma fotografia de Pedro Polónio

pedro polónio

sou um homem e pinto.
acontece-me frequentemente sair de casa
para escolher uma mulher na rua,
uma desconhecida, alguém cujo rosto seja um poema,
ou simplesmente um rosto. Continuar a ler

tributo ao rui costa (1972 / 2012)

ei-lo feito de árvore, erguido a um nome
crescente. a noite dos caminhos diz
– acende em mim a lâmpada, começa
a ser eterno, adita-me o teu rosto aonde voo. no
princípio, ouves a dor bulir os ramos, compreendes
para a conversa seguinte o diálogo
confuso de um rio no teu corpo.

fotografia de Miguel Manso